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São Paulo confirma epidemia de conjuntivite

 

Oficialmente, o outono começou no dia 21 de março e, como em toda mudança de estação, a conjuntivite está presente. Passadas as férias e o carnaval, como se previa, a conjuntivite está no ar. Só em São Paulo (capital) já são mais de 50 mil casos e a tendência é crescer, espalhando-se por outras cidades e estados.
A capital paulista está sofrendo uma epidemia de conjuntivite desde o mês passado. Segundo o Centro de Controle de Doenças (CCD) da Prefeitura, foram registrados 50.405 casos da doença em 45 dias, ou seja, mais de mil casos por dia.
Os profissionais de saúde foram orientados a ampliar as ações de vigilância e foi enviado um alerta às escolas e creches, que receberam orientações sobre as medidas de controle. As instituições passaram a notificar todos os casos individuais atendidos.
Para combater a contaminação, o governo pede que a população adote medidas de prevenção, que vão desde lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou com álcool gel, além de evitar coçar os olhos e manter contato muito próximo com pessoas já infectadas.
A Essenbra disponibiliza o Voga Gel e o Sanigel, produtos a base de álcool, que higienizam as mãos de forma fácil e prática. Estes dois antissépticos atendem aos padrões exigidos pela ANVISA, eliminando 99,99% dos microorganismos e dispensam o uso de água ou toalhas: basta friccionar as mãos que o gel evapora rapidamente sem deixar odor. Além disso, previnem o ressecamento, uma vez que possui emolientes em suas fórmulas.

Saiba todas as informações sobre a conjuntivite, de acordo com a Sociedade Brasileira de Oftalmologia

O que é? Principais sinais e sintomas e causas


Conjuntivite é a inflamação produzida, na conjuntiva, uma membrana fina e normalmente transparente, que forra a parte branca da superfície anterior do olho (esclera) e também a face interna das pálpebras. Os principais sinais e sintomas são vermelhidão, secreção, sensação de corpo estranho e coceira. Pode ter várias causas: alergias, traumas, irritação química (exemplo protetores solares que com o suor irritam os olhos) e infecções por vírus, bactérias ou fungos. No caso da epidemia de São Paulo, os casos foram associados à forma viral da doença, causada pelo vírus Coxsackie A 24 (enterovírus com alto poder de disseminação), de acordo com o Instituto Adolfo Lutz.
Como se pega a doença?
A maioria das formas não é contagiosa e são adquiridas por causas diversas, tais como uso inadequado de produtos de estética na face, protetores solares, exposição a alérgenos e falta de higiene , quando a mão suja vai aos olhos. Das causas infecciosas as bacterianas e fungos são causadas pela contaminação direta. Nestas duas condições o próprio organismo consegue, na maioria das vezes, conter a doença, dependendo da condição de imunidade ou da intensidade de contaminação. Mas as mais frequentes e epidêmicas são as virais. Estas são altamente contagiosas e a transmissão é pelo contato.

Como a conjuntivite pode ser evitada?

Para evitar a conjuntivite, deve-se ter cuidados de higiene: higienizar as mãos com frequência, evitar levar as mãos aos olhos, tomar cuidado com o uso das mãos em logradouros públicos, sobretudo em épocas de epidemias.

Qual é o tratamento adequado?

O principal tratamento é lavar os olhos várias vezes com soro fisiológico ou água filtrada fria, removendo assim as impurezas. Medicações específicas são utilizadas nas bacterianas, fúngicas, ou mesmo alérgicas. Nas irritativas e virais, o tratamento é inespecífico adicionando, além da lavagem, colírios anti-inflamatórios.

Qual é o tratamento inadequado? E quais as consequências?

O tratamento inadequado e perigoso, frequentemente utilizado por leigos ou mesmo médicos não especialistas, é o uso de colírios de corticóide, que proporcionam alívio dos sintomas, mas podem causar catarata e glaucoma. Estes colírios estão indicados em algumas situações, mas o seu uso deve ser monitorizado e o paciente alertado. Nos casos de conjuntivite em crianças o risco se eleva muito, sobretudo em menores de 1 ano.



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