

IMPORTÂNCIA DA HIGIENIZAÇÃO DE SUPERFÍCIES NA PREVENÇÃO DA GRIPE SUÍNA (INFLUENZA A H1N1)
No início do mês de Abril, os meios de comunicação do mudo circularam a notícia da ocorrência de casos de gripe causados por uma nova variante do Vírus Influenza A.
O vírus causador da gripe atualmente descrita contém genes dos vírus Influenza A humano, suíno e aviário, e caracterizou-se por uma combinação de genes que não haviam sido ainda identificados entre os vírus de origem humana ou de suínos.
A influenza ou gripe é uma infecção viral aguda do trato respiratório, com distribuição global e elevada transmissibilidade.
Um indivíduo infectado pode transmitir o vírus no período compreendido entre 2 dias antes do início dos sintomas, até 5 dias após os mesmos. Usualmente os primeiros 3 a 5 dias após o início dos sintomas para adultos e acima de 7 dias para crianças jovens.
Como aproximadamente 50% das infecções por influenza são assintomáticas, indivíduos infectados podem transmitir o vírus mesmo na ausência de sintomas. O vírus da influenza é transmitido de pessoa a pessoa principalmente por grandes gotículas geradas quando uma pessoa infectada tosse, espirra ou fala.
Na transmissão por gotícula, o indivíduo infectado produz gotículas grandes que contêm o vírus. Estas partículas não permanecem suspensas no ar, mas atravessam uma distância pequena (geralmente 1 metro ou menos) e se depositam diretamente na conjuntiva ou nas mucosas nasal ou oral de uma pessoa susceptível. Desta forma, este tipo de transmissão requer contato próximo de pessoa a pessoa.
O vírus da influenza também pode ser transmitido pelo contato direto, que ocorre quando a pele contaminada com secreções respiratórias contendo o vírus faz contato direto com a pele de outra pessoa (como através do beijo ou aperto de mãos) seguido do contato e inoculação de conjuntiva ou mucosa nasal o oral.
É possível ainda que ocorra transmissão por contato indireto, que ocorre quando uma pessoa susceptível toca um ambiente ou objeto contaminado com o vírus e a seguir toca e inocula sua conjuntiva ou mucosa nasal ou oral.
A sobrevida do vírus da influenza, fora do organismo, é em média 24 a 48 horas em superfícies duras e não porosas, 8 a 12 horas em roupas, papéis e tecidos, e 5 minutos nas mãos.
Embora a gripe seja mais comumente propagada através de pequenas gotículas que são geradas pela tosse, espirro ou fala, a desinfecção de superfícies e utensílios, é de extrema importância para controlar e evitar infecções.
Tendo em vista a situação de alerta epidemiológico atual, em razão da pandemia de Influenza A (H1N1), todos os meios de comunicação, órgãos e profissionais de saúde tem enfatizado a higienização das mãos como a principal ferramenta de prevenção.
No entanto, a prática de higienização das superfícies tem sido pouco explorada para prevenção das contaminações cruzadas. É necessária que seja dada uma atenção especial à desinfecção de superfícies e utensílios nos estabelecimentos industriais, institucionais, áreas de assistência à saúde, serviços de alimentação e domiciliar.
Assim, para não colocar em risco a saúde dos usuários com a veiculação de microrganismos patogênicos, deve-se evitar a contaminação, multiplicação e sobrevivência microbiana nas suas fontes, que podem ser equipamentos, utensílios e manipuladores.
• HIGIENIZAÇÃO EM ÁREAS DE PROCESSAMENTO DE ALIMENTOS
A segurança alimentar é um desafio atual e visa a oferta de alimentos livres de agentes que podem pôr em risco a saúde do consumidor. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), os manipuladores são responsáveis direta ou indiretamente por até 26% dos surtos de enfermidades bacterianas veiculadas por alimentos.
Em várias pesquisas, tem-se demonstrado a relação existente entre manipuladores de alimentos e doenças bacterianas de origem alimentar. Podem ser manipuladores doentes, ou portadores assintomáticos, ou que apresentem hábitos de higiene pessoal inadequados, ou ainda que usem métodos anti-higiênicos na preparação de alimentos.
Equipamentos e utensílios com higienização deficiente têm sido responsáveis, isoladamente ou associados a outros fatores, por surtos de doenças de origem alimentar ou por alterações de alimentos processados. Há relatos de que utensílios e equipamentos contaminados participam do aparecimento de aproximadamente 16% dos surtos.
Cortadores de frios, cortadores de legumes, bandejas, pratos, talheres, tabuleiros, placas de altileno, amaciadores de carne, entre outros, devem passar constantemente por uma avaliação microbiológica para controle da eficiência do procedimento de higienização, evitando-se a contaminação dos alimentos produzidos.
Para tanto, limpeza e descontaminação das superfícies que entram em contato com os alimentos são componentes importantes em um programa de manipulação de alimentos higiênica visando a prevenção e o controle das infecções.
Frequencia
• Mantenha a freqüência atual.
Eqipamento de Proteção Individual
• Use o equipamento de proteção individual, de acordo às normas do trabalho atual.
Placas, Utensílios e Outras Superfícies que entrem em Contato com os Alimentos
• Os serviços de saúde dos Estados Unidos, o Centro de Controle de Enfermidades (CDC), e a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendam os procedimentos padrões para a lavagem em máquinas de lavar louças, ou eventualmente, para aqueles utensílios que foram usados por pacientes de gripe (influenza) em clínicas, assim como nos ambientes domésticos e institucionais, para o controle da gripe (influenza).
Siga os procedimentos padrões para lavagem, enxágüe e desinfecção das superfícies que entram em contato com os alimentos, de acordo com o indicado nas instruções dos rótulos dos produtos.
• HIGIENIZAÇÃO EM ÁREAS DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE
Embora as superfícies contaminadas com microorganismos possam servir como reservatórios de agentes patológicos potenciais, estas geralmente não estão diretamente associados à transmissão de infecções. No entanto podem contribuir para contaminação cruzada por meio das mãos dos profissionais de saúde, de instrumentos ou produtos que poderão ser contaminadas ao entrar em contato com essas superfícies.
A transferência de microrganismos das superfícies para os pacientes ocorre em grande parte através do contato manual com essas superfícies. Portanto, estas podem constituir risco de transmissão do vírus da influenza para pacientes, profissionais de saúde e visitantes, devido à sua contaminação por secreção de vias respiratórias procedente de paciente com influenza suspeita ou confirmada.
Embora a higiene das mãos seja importante para minimizar o impacto esta transferência, a limpeza e desinfecção das superfícies é fundamental na redução da potencial contribuição destas na incidência de infecções associadas à assistência à saúde.
Frequencia
• Mantenha a freqüência atual.
Equipamento de Proteção individual
• Use o equipamento de proteção individual, de acordo às normas do trabalho atual.
Superfícies
Dependendo das especificidades, da natureza e grau de contaminação, as superfícies dos equipamentos podem requerer limpeza simples com água e sabão; limpeza com um detergente com ação germicida; ou limpeza com água e sabão, seguido da aplicação de um desinfetante de nível intermediário.
Os desinfetantes com potencial para desinfecção de nível intermediário incluem aqueles à base de cloro, álcoois, alguns fenóis e alguns iodóforos, outros com potencial de desinfecção de baixo nível incluem o quaternário de amônio.
As superfícies fixas como (pisos, paredes, janelas) possui um menor potencial para infecção cruzada.
Essas superfícies devem ser mantidas em um estado de limpeza visível, pelo uso de água e detergentes ou detergente/desinfetante específicos para uso em serviços de saúde. Todas as superfícies com matéria orgânica visível devem ser submetidas à limpeza e aplicação de um desinfetante de nível intermediário.
No caso a superfície apresentar matéria orgânica visível deve-se inicialmente proceder a retirada do excesso com papel/tecido absorvente e posteriormente realizar a limpeza e desinfecção. Sabe-se que o vírus da influenza é inativado pelo álcool a 70% e por cloro.
Portanto preconiza-se a limpeza de superfícies com detergente neutro seguido de uma destas soluções desinfetantes.
• HIGIENIZAÇÃO EM ÁREAS COMUNS
As superfícies são fontes comuns para a transmissão de infecções. E ainda, podem ser fontes de microorganismos patogênicos e de sua propagação. É importante sempre realizar a desinfecção quando as superfícies forem contaminadas com fluídos corpóreos.
Não se deve levantar poeiras ou névoas quando os procedimentos de limpeza estiverem sendo realizados, pois podem atrapalhar a desinfecção.
Os seguintes procedimentos são baseados em recomendações de saúde pública e devem ser aplicados em áreas que possam estar contaminadas com o vírus.
Cada situação deve ser avaliada individualmente.
Frequencia
• Dependendo do uso, as superfícies expostas ao contato freqüente devem ser tratadas com mais cuidado.
Equipamentos de Proteção Individual
• Usar luvas descartáveis durante o trabalho de limpeza. Descartar após o uso.
• Lavar as mãos freqüentemente com água e sabão antes e após o uso de luvas e/ou antes da aplicação de um higienizante de mãos à base de álcool.
• Máscaras podem ser usadas quando há poeira excessiva.
Procedimentos
Superfícies fixas não porosas:
1. Ler e seguir cuidadosamente as instruções de utilização do desinfetante.
2. Se a superfície for notoriamente suja, esta deve ser pré-lavada e enxaguada antes da desinfecção. O trabalho deve ser realizado de cima para baixo.
3. Molhar a superfície cuidadosamente com um desinfetante registrado. A superfície deve permanecer úmida, em conformidade com as instruções do rótulo para desinfecção.
4. Aplicar a solução e limpar com um pano limpo e desinfetado os itens que possam ser danificados quando expostos à água excessiva e/ou em superfícies que frequentemente entram em contato com as pessoas, por exemplo, o interruptor de luz, torneiras, descargas, maçanetas, corrimãos, telefones, botões do elevadore da TV, entre outras áreas, seguindo as especificações do desinfetante.
Superfícies porosas:
A sobrevivência do vírus influenza em superfícies porosas, é pequena quando comparado com as superfícies não-porosas.
As superfícies que forem visivelmente contaminadas devem ser tratadas de forma adequada, para reduzir o risco potencial de propagação da infecção. Isso pode incluir remoção de tapetes, toalhas, etc.
São considerados materiais não-porosos todos os móveis e acessórios (por exemplo, plástico ou vinil), que são suscetíveis à contaminação pelo uso freqüente.
OBSERVAÇÕES:
• Aumente a freqüência de limpeza e desinfecção dos banheiros e de superfícies em áreas públicas.
• Todas as superfícies do banheiro que possam ter tido contato com secreções respiratórias, urina ou fezes, devem ser desinfetadas em conformidade com os procedimentos-padrão de controle da infecção.

